Matéria publicada no Jornal Zero da UFSC: “Do passatempo lúdico ao exercício da estratégia”

Em um dos últimos encontros do Floripa On Play, recebemos o estudante de jornalismo Rafael Canoba, do jornal ZERO, que foi conferir o funcionamento e ideia dos nossos eventos.

A matéria ficou muito boa e divertida, e você confere na sequência!

Matéria do Jornal ZERO do curso de jornalismo da UFSC – Florianópolis, Outubro de 2012 – Ano XXXI, número 2. Tiragem 5 mil exemplares e distribuição nacional.

“Do passatempo lúdico ao exercício da estratégia. 

Participantes do Floripa On Play se reúnem semanalmente para partidas de jogos de tabuleiro e vão noite adentro.

Cada partida de jogo de tabuleiro moderno dura, em média, entre uma e duas horas. É segunda-feira e já passam das 23h30, ma um grupo de entusiastas do passatempo está pronto para emendar uma nova partida, ignorando os olhos, que já coçam, e compensando o sono com o aumento no consumo de refrigerantes.

São participantes do Floripa On Play (FOP), reunião de jogadores de boardgame, organizada semanalmente e de forma independente pelo analista de sistemas Saulo Achkar e pelo militar Raony Osório. O FOP, com mais de 50 edições realizadas, ocorre no salão de festas do condomínio do analista há um ano e começou com seis amigos dispostos a se divertir. Hoje, o evento no facebook possui 200 convidados e uma média de 25 participantes por edição. O número dobra nas reuniões especiais, realizadas aos sábados, mensalmente, quando ocupam bares ou ambientes maiores.

O evento não prevê lucros. O dinheiro arrecadado paga o aluguel do espaço e as guloseimas, que sempre acompanham as partidas. “Estamos criando uma comunidade de jogadores”, empolga-se Osório, que não se importa em jogar menos para organizar o FOP. Responsável pelo endereço oficial do evento, é Achkar quem permanece madrugada adentro com os participantes mais entusiasmados. Esse é, para ele, o melhor momento, quando o número de pessoas diminui.

Os jogos de tabuleiro imergem seus participantes em histórias e realidades fictícias. “Compra!”, “Paga!”, “Coloca um tronco!”. A categoria moderna exige dos participantes uma atenção muito maior, pois todas as ações dos oponentes interferem no andamento da partida. “São jogos de estratégia que contam com outros componentes além da sorte”, explica o empresário Philippi Coelho, um dos freqüentadores mais antigos do FOP.

O empresário joga boardgames há mais de 20 anos e tem sua coleção pessoa. Mas a maioria é compartilhada com amigos, que os compram coletivamente. Os jogos são de difícil coleção no Brasil, que conta com apenas duas editoras do gênero. A maior parte das lojas que importam os tabuleiros, os vendem na faixa dos R$200. Para alguns, a importação é o um atalho e as transações custam, em média, 50 dólares somados ao frete. Achkar também costuma aproveitar as viagens que faz ao exterior para trazer alguns exemplares. Na última passagem pelos Estados Unidos e Alemanha, o analista trouxe 20 jogos de cada país.

As coleções de Achkar e Osório, disponíveis para os participantes, contemplam 189 itens, todos liberados para quem quiser jogar. Os convidados também levam suas coleções e liberam aos presentes.

Eventos como o FOP não são exclusividade de Florianópolis. Em Santa Catarina, já existem grupos formados em Joinville, Criciúma e Balneário Camboriú. Eventos maiores ocorrem em grandes centros, como São Paulo, Rio de Janeiro ou Brasília. Na Capital paulista, o bar Ludus, primeira luderia do Brasil, funciona há cinco anos com mais de 700 jogos disponíveis aos visitantes, divididos entre os três andares do espaço.

“Uma hora com sorte”, corrige Guilherme Geronimo, servidor da Superitendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação (SeTIC) da Universidade Federal de Santa Catarina. Mas o clima do FOP  é acolhedor para os novatos, já que mesmo os participantes mais antigos e assíduos também não conhecem todos os jogos. Frequentemente algum participante de outra mesa vira-se para solucionar uma dúvida de alguém em outro jogo. “O tempo perdido em uma noite explicando é uma pessoa a mais para jogar na próxima semana”, justifica o servidor.

O esterótipo dos apaixonados por esse tipo de jogos de estratégia não corresponde ao perfil dos participantes do FOP. Ninguém veste camiseta de Star Wars, aqueles que usam óculos são minoria e, sim, existem mulheres. Alguns jogadores estão sempre em duplas: são vários os casais assíduos do evento. Raony Osório não se incomoda com o rótulo. “O cara que acha isso (coisa de nerd), mas vem e vê (como funciona, percebe) que é muito legal. Sempre acaba jogando”.”

Post originalmente publicado no Floripa On Play e trazido para cá também como registro. Link direto AQUI!

Sobre raonyosorio

Mané, mochileiro de plantão, couchsurfer, dançarino de salão, gerente de pensão, jogador de tabuleiro, fan de zombie movies e marvel comics.
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